O Eixo Atlântico apresentou, em Vila Real, o relatório “Propostas de ação para o enoturismo na Galiza e no Norte de Portugal”, que aponta novas estratégias para valorizar os territórios vitivinícolas do Douro, dos Vinhos Verdes e de Trás-os-Montes, adaptadas aos recursos que tornam cada um deles único, através de uma oferta turística integrada, associando o vinho à gastronomia, ao património, à natureza, à paisagem e à cultura.
A apresentação contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Alexandre Favaios, da coautora do estudo, Carmen Pardo, e do secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao.
O relatório formula estratégias diferenciadas para os principais territórios vitivinícolas do Norte de Portugal, adaptadas aos recursos que tornam cada um deles único. No caso concreto do Douro a proposta assenta no seu estatuto de destino vitivinícola consolidado e com projeção internacional. O desafio passa por manter a capacidade de inovação, melhorar a distribuição dos fluxos turísticos e tirar partido do potencial da paisagem, das quintas, do rio, da gastronomia e do património para criar novas experiências.
Carmen Pardo explicou que “o Douro foi a nossa inspiração” na elaboração do estudo, destacando o potencial do território, o único onde existe o enoturismo, para assumir um papel de liderança no desenvolvimento de um destino enoturístico integrado.
Entre as principais propostas para o Douro estão criação de um Observatório de Sustentabilidade e de um Hub de inovação para o enoturismo que ligue municípios, entidades turísticas, universidades e centros de conhecimento, empresas vitivinícolas, alojamento, restauração e operadores turísticos, e uma estratégia conjunta entre o Norte de Portugal e a Galiza. O objetivo passa por aumentar o tempo de permanência dos visitantes e reforçar a valorização dos recursos e da economia locais.
Para Xoán Vázquez Mao, Vila Real reúne condições para assumir um papel agregador neste processo. “Para nós, Vila Real é um símbolo. [...] Para nós, Vila Real, digamos, é a capital do Alto Douro”, afirmou.
A criação do Hub de inovação, que é visto por Carmen Pardo como a melhor forma de “antecipar os novos desafios do setor”, constitui, assim, um dos principais reptos lançados a Vila Real.
Alexandre Favaios defendeu uma visão alargada do enoturismo, sublinhando que “o vinho pode ser, efetivamente, a porta de entrada, mas o território tem de ser a experiência”. O autarca destacou ainda a importância da cooperação entre municípios, produtores, setor turístico, universidade e outros agentes. Quanto ao desafio lançado a Vila Real, apontou a realização de um congresso do vinho, reunindo especialistas e agentes ligados à produção vitivinícola, ao turismo e à inovação, como possível primeiro passo para a criação do Hub em Vila Real.
Contactos
O Município de Vila Real está empenhado em garantir o acesso universal à informação publicada no seu sítio institucional, promovendo uma navegação mais acessível, clara e inclusiva para todos os cidadãos.
O site disponibiliza funcionalidades de apoio à acessibilidade, nomeadamente uma ligação visível para esta área no rodapé das páginas e a funcionalidade Skip-To Navigation, que permite aos utilizadores de teclado e de leitores de ecrã saltar diretamente para zonas importantes da página, como o conteúdo principal, a navegação ou o rodapé.
Estas funcionalidades facilitam a utilização do site por pessoas com diferentes necessidades de acesso, incluindo utilizadores com deficiência visual, dificuldades motoras ou que navegam sem recurso ao rato.
Caso encontre alguma barreira de acessibilidade ou dificuldade no acesso à informação publicada, poderá contactar o Município de Vila Real através dos contactos institucionais disponíveis no site.
